quarta-feira, 4 de setembro de 2013

"Um índio isolado não conhece a palavra e mata um branco... vai para o céu?"

Pergunta postada na Internet e que procuraremos responder à luz dos ensinamentos espíritas. Há uma complentação do autor:  "Um indio isolado não conhece a palavra de Jesus, mata outros indios e até brancos por não conhecer os ensinamentos cristãos, ele vai para o céu? Vai para o inferno? Vai para o limbo?"
Para os espíritas todas as pessoas são filhos de Deus e não há privilégios na criação. O anjo não foi nasceu pronto, ele foi criado um dia, simples e ignorante como todos nós, e evoluiu durante toda a sua vida (já que somos todos imortais, o que morre é somente nosso corpo que nos serve de veículo em nossas passagens por este planeta e outros). Jesus também passou pelo mesmo processo. Não privilégios nem predileções, o que vem demonstrar a justiça divina.
 “A quem muito foi dado, muito será pedido”, registrado por Lucas nos Evangelhos. Não podemos exigir de um índio a mesma compreensão de um homem tido como civilizado. Pois que todas as criaturas foram criadas em momentos distintos e portando estão em diferentes estados evolutivos.
Sabemos que, assim que chegamos à fase hominal, ou seja, seres humanos com inteligência, temos também o livre arbítrio. Ao mesmo tempo, a lei de ação e reação nos cobra sobre cada ato por nós realizado. Estamos colhendo hoje o que plantamos ontem e o amanhã será o resultado do que semearmos hoje.
A Doutrina Espírita tem por príncipios a crença na reencarnação e na imortalidade do espírito. Em vista disso, estaremos reencarnando diversas vezes, assumindo compromissos de resgates e reparação de erros passados. Às atitudes são considerados atenunates e agravantes. Tomemos o exemplo do índio, ignorante de muitas coisas, e um homicídio será analisado com a atenuante de sua ignorância. O mesmo não acontecerá com os que tiveram oportunidades diversas de aprendizado, de cultura e de orientações seguras e corretas.
O espírita não crê em céu ou inferno, pois sabe que Deus é bondoso e misericordioso. Não julga nem condena ninguém às penas eternas. Quem nos julga e nos condena é a nossa consciência, da qual ninguém pode fugir. Somos incapazes de ofender a Deus. Jesus, o espírito mais evoluído que já esteve entre nós, veio com a missão confiada pelo Pai de implantar entre nós a lei do amor e o fez grandiosamente. Marcou sua passagem por este planeta e sua mensagem, embora ainda incompreendida pela maioria da humanidade, perdura por mais de dois mil anos e permanecerá eternamente. Por todo sofrimento que foi impingido ao Cristo não vimos ou soubemos que ele reclamasse  ou blasfemasse aos seus opositores e ainda pediu ao Criador que os perdoasse pois não sabiam o que faziam. Se não conseguimos ofender a Jesus, que dirá ao Pai?

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