terça-feira, 18 de setembro de 2012

“Conheça o Espiritismo e acabe com o preconceito”

O título deste artigo está entre aspas porque peguei emprestado do Alkíndar de Oliveira, eminente orador e trabalhador ativo da causa espírita.
Foi a leitura de seu artigo que me incentivou a escrever este. Recomenda ele que o espírita deve ser mais ousado em suas ações e procurar sair literalmente das quatro paredes da casa espírita, onde, em geral, falamos para espíritas. Nosso ato deve ser em direção aos não-espíritas.
Temos como princípio, entre outros, o de não fazer proselitismo. Essa não é a intenção destas modestas linhas, pois não queremos que as pessoas acreditem no Espiritismo, queremos que elas o compreendam.
Há pessoas que jamais entraram ou talvez nunca entrem mesmo, dado o preconceito com que se cercam com relação à doutrina espírita. Imaginam, fertilmente, o que deve acontecer lá dentro. E quando vencem essa barreira, constatam que ali só se fala de amor ao próximo e de evolução do espírito a caminho de sua felicidade, destino de todos nós.
Falamos também da reencarnação, fundamento para os espíritas que revela perfeitamente a justiça de Deus. Acreditamos também que ninguém possa, num curto período de tempo, de uma vida média de 70-80 anos, tornar-se tão bom a ponto de ser considerado santo ou anjo, pois que o orgulho e o egoísmo, enraizados em nós, não serão extirpados como num passe de mágica. Poderíamos listar aqui alguns seres humanos que estiveram entre nós, excetuando-se Jesus, o espírito mais elevado que encarnou neste planeta para nos ensinar a lei do Amor, os quais optaram por uma vida de renúncias e sacrifícios em favor do semelhante, nem esses com certeza conseguiram tal proeza, embora tenham dado um salto relevante na jornada de suas existências.
O Espiritismo tem um lema: “Fora da caridade não há salvação”, caridade entendida nesse contexto em sua ampla acepção. Não está afirmando que fora do Espiritismo não há salvação, porque fora dele também é possível, desde que sigamos os ensinamentos deixados pelo Mestre Jesus, executando com muita honestidade para conosco mesmo, a transformação íntima, que nos guiará à felicidade da paz de consciência, do dever cumprido.

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