quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Deus continua não subindo em palanques

"Em julho deste ano já havia publicado um artigo em minha coluna, intitulado “Deus não sobe em palanques políticos”; porém, como recebi diversos e-mails querendo saber a nossa opinião a respeito do momento eleitoral e o Espiritismo, volto a dizer, então, que os adeptos do Espiritismo não precisam de representantes nos poderes Legislativo e Executivo do país para defenderem seus interesses. Isto porque Jesus, o nosso guia e modelo, jamais buscou galgar o poder político para se proteger e divulgar os seus ensinamentos.
Jesus atendeu os interesses do Pai Celestial junto ao coração humano, sem necessidade de portarias ou decretos para ajudar. É por essa razão que os Espíritas não necessitam de cargos eletivos para cumprirem sua missão. Agora, o Espírita, como cidadão brasileiro, é livre para escolher o seu candidato e votar em quem quiser. É claro que, por coerência, não votará em candidatos que defendam o aborto, a pena de morte, a eutanásia ou a liberação das drogas, bem como nos candidatos detentores de “ficha suja”.
E tem mais: os Espíritas jamais formarão bancadas nos parlamentos, porque a finalidade do Espiritismo é a de promover a transformação moral da humanidade. O seu programa, portanto, é de ordem educativa e moral, desatrelado da política partidária, pois ela, a nosso ver, não é da sua competência, ou de qualquer outro movimento religioso na Terra.
Por outro lado, não existem candidatos espíritas. Isso não significa que o Espírita não possa candidatar-se a cargo eletivo, mas, se ele candidatar-se, não terá delegação para falar em nome do Movimento Espírita. Com isso, os Espíritas se previnem contra o equívoco de Judas, que, pela sua ambição política, levou o Cristo a morrer na cruz.
Naquele artigo citado, “Deus não sobe em palanques”, dissemos também que precisávamos evitar um governo teocrático administrado por religiosos, por não ser nada saudável colocar Deus no centro da política para acobertar arbitrariedades em nome Dele, como no Afeganistão. Por tudo isso, Deus continua não subindo em palanques políticos!".
(Gerson Simões Monteiro - Vice-Presidente da FUNTARSO)

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