quarta-feira, 13 de maio de 2009

Examinando as religiões

As religiões tradicionais cavaram sua ruína no desenrolar de seu processo histórico, preocupando-se com o poder econômico, político e social, que conquistaram num passado bárbaro da história, entre guerras, imposição e ameaças.
Essas religiões nos prometeram salvação com seus princípios contraditórios, preceitos absurdos e dogmáticos e só subsistiram até nos últimos séculos graças à ignorância das massas incultas pela falta de imprensa e da liberdade de pensamento.
O mistério e o sobrenatural que eram o fundamento de sua segurança tornaram-se o motivo de sua decadência, pois se recusaram a integrar-se na cultura natural, nas mudanças da ciência e até mesmo das novas revelações espirituais, marginalizando-se a si mesmas.
No desespero de perder seus adeptos buscam os mais variados recursos, fazendo concessões perigosas para seus seguidores. Mas todos esses expedientes não conseguem trazer de volta seu prestígio e poder, servindo apenas de remendo novo em vestido velho, segundo a expressão evangélica.
Diante desse descrédito, começam a se esfacelar dando origem a milhões de seitas forjadas, videntes e profetas da última hora, místicos improvisados com os olhos mais voltados para as moedas do reino de César do que para os tesouros do Reinos dos Céus. A mente humana se abre hoje para novas dimensões, e as igrejas têm dificuldade de comunicar-se com essa pós-modernidade. As religiões que ignorarem esse fato culminante da evolução humana e de seu progresso na Terra acabarão asfixiadas por falta de oxigênio da verdade em seus círculos estreitos do fanatismo e exclusivismo não só entrarão em crise como já se encontram em agonia.
Os antigos sistemas filosóficos, as religiões tradicionais, e as mais recentes seitas não são desprezíveis, embora pareçam inconciliáveis entre si, mas todas possuem um núcleo comum, uma verdade substancial, que é o Deus Único, o Criador do universo, mesmo sob outras denominações.
A maioria preserva a Moral do Cristo e isso nos garante que um dia formaremos um só pensamento sob o mesmo Pastor, Jesus.
Como disse judiciosamente Allan Kardec, o Espiritismo não veio destruir as religiões, mas cooperar com elas no sentido de separar a verdade e a falsidade.
(Adauto Reami, extraído do Informativo Peixinho Vermelho - C. E. Seareiros de Jesus - Texto baseado na Obra de J. Herculano Pires, Agonia das Religiões).

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